19.ago.2014

Teresa Ruas Responde {Deficiência x Escolinha}

Mamis, esses dias uma leitora do Blog me perguntou sobre paralisia cerebral e escolinha. Como Embaixadora da Fisher Price, logo lembrei da Teresa Ruas, especialista em desenvolvimento infantil da Fisher Price, que sempre responde as duvidas de leitoras na Fan Page (AQUI). Ela prontamente respondeu, e como a duvida de uma mãe, pode ser a duvida de outras, resolvi postar no Blog! Muito obrigada, Teresa Ruas, espero que ajude as mamães leitoras!

Angi

Pergunta:

“Olá Angi, meu pequeno tem 1 ano e 10 meses, quando tinha 1 aninho foi diagnosticado com encefalopatia crônica (paralisia cerebral). Visivelmente nem parece que ele tem alguma coisa, mas ele não anda e nem senta, também não fala muitas coisas (mama, papa, aaaa(água), vovó… ! No próximo ano vou colocá-lo no colégio, pois fui muito orientada a cria-lo como uma criança normal, sem muita frescura. Se possível gostaria que me orientasse sobre as questões da paralisa + escolinha, é uma dúvida que me cerca todos os dias!”

Resposta:

Olá Angi, como vai? Você como mãe de crianças que já frequentam a escola, sabe o quanto nós pais ‘sentimos’ um ‘frio na barriga’ quando essa hora chega, não é mesmo? E pais de crianças com deficiência- termo atualmente mais indicado, ao invés de necessidades especiais- sentem muitas dúvidas e inseguranças. Portanto, a primeira coisa que sempre afirmo para os pais de crianças com deficiência, e nesse caso com paralisia cerebral, é que as escolas estão se preparando cada vez mais para receberem qualquer criança, sejam com deficiência ou sem deficiência. No caso dessa criança, pode ser que ela necessite de um mobiliário adaptado, de um currículo adaptado- ex: aula de educação física com atividades adaptadas- de talheres adaptados para que ela aprenda a comer sozinha, como toda criança, etc. Enfim, o que percebo enquanto terapeuta ocupacional infantil é que algumas adaptações no ambiente e material escolar são importantes para que possamos auxiliar ao máximo o ganho de independência, autonomia, habilidades e autoestima por parte dessas crianças. Atualmente, as escolas oferecem profissionais e educadores especialistas no acompanhamento de crianças com deficiência. Peça para a mãe se informar sobre a equipe pedagógica da escola escolhida e peça, por favor, para ela enfrentar possíveis dificuldades de ‘cabeça fria’, pois o cenário educacional brasileiro ainda tem muito o que aprender para promover uma melhor inclusão para toda e qualquer criança, seja com ou sem deficiência. Um grande abraço e espero que possa ter te auxiliado, Teresa Ruas.

 

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