10.ago.2011

Teste da orelhinha – Triagem Auditiva Neonatal

Durante o  desenvolvimento dos nossos filhos, uma das fases mais marcantes é o início da comunicação através das primeiras palavras. Qual mãe ou pai não fica encantado com este momento?
Mas você sabia que:
* para a produção das primeiras palavras a criança precisa de meses de experiências sonoras?
* qualquer  redução na audição, mesmo que pequena,  impede o recebimento adequado das informações sonoras básicas para a aquisição da linguagem?
* é muito difícil perceber problemas auditivos nos primeiros meses de vida do bebê?

                                             
Por tudo isso, foi criado o Teste da Orelhinha. 
O que é?


É um teste de triagem, realizado para detectar precocemente problemas auditivos em recém-nascidos. Deve ser realizado, preferencialmente, no primeiro mês de vida e em todos os bebês, mesmo nos nascidos em condições normais de parto, sem antecedentes de casos de surdez na família ou fatores de risco aparentes para surdez. Pois 50 % das crianças com deficiência auditiva não apresenta nenhum indicador de risco para surdez, isto é , sua deficiência é por causa desconhecida.

Como é feito?

                                                                   
A técnica mais utilizada para a triagem auditiva neonatal é o teste de Emissões Otoacústicas Evocadas – EOAs. É um teste objetivo, indolor, realizado em sono natural, de rápida execução, com tempo médio de minutos. Consiste na emissão de um estímulo sonoro de fraca intensidade e na captação do seu retorno, como um eco, através de um fone colocado na orelhinha do bebê. 
E se o bebê não passar na triagem?

Se o bebê falhar no teste deverá realizar um reteste após 15 dias. Se falhar novamente no reteste, será encaminhado  para uma avaliação completa da audição. Após o diagnóstico confirmado, inicia-se, imediatamente, a intervenção adequada. 

Por que realizar o teste?

A criança aprende a falar ouvindo!  Qualquer problema auditivo deve ser detectado o mais cedo possível (antes dos 3 meses de idade), possibilitando uma intervenção precoce que propiciará à criança um desenvolvimento de fala e linguagem próximo da normalidade.

 Pesquisas recentes provam que a intervenção precoce, isto é, antes dos 6 meses de idade,  proporciona à criança deficiente auditiva desenvolvimento de linguagem muito próximo ao da criança ouvinte. Quanto mais tardia a intervenção, maiores serão os prejuízos ao desenvolvimento da criança. Além do atraso ou impossibilidade de falar, também as áreas emocional, social e cognitiva são afetadas.

 

 

OBSERVE A  AUDIÇÃO DO SEU FILHO SEMPRE!
È bom lembrar que o resultado do teste revela como está  a audição do bebê naquele momento. Existem perdas de audição que podem surgir durante o crescimento do seu filho, como por exemplo, as perdas auditivas causadas por otites (infecção nos ouvidos).

Para auxiliar na observação de seu filho, fique atento aos sinais de que algo não vai bem com a audição dele:



* N

ão se assusta, não acorda ou não chora com sons intensos e repentinos.(0 a 6 meses)

* Não reage normalmente aos sons e por volta dos 6 meses de idade não reage quando o chamam pelo nome.
* Não procura localizar a fonte sonora, por exemplo, voltando a cabeça na direção da pessoa que está falando ( por volta dos 5 meses)
* Não entende instruções simples, se não estiver olhando diretamente para o falante e observando seus gestos (por volta dos 12 meses)
* Mexe, freqüentemente, nos ouvidos, o que poderá ser um indício de pressão ou de infecção no ouvido
* Precisa de um volume de som mais alto para poder escutar. Costuma sentar-se muito próximo da televisão ou pede sempre para que o volume seja aumentado
* Só responde quando a pessoa fala de frente para ele
* Pede que repitam várias vezes o que lhe foi dito, perguntando “o quê?”, “como?”
* Entende errado as indicações que lhe são dadas verbalmente
* Retrai-se do contato social e reage, eventualmente, com agressividade ( manifestações da frustração causada pelos constantes mal-entendidos )
* Apresenta problemas de concentração e dificuldades de aprendizagem na escola
DICA:  estimule a audição das crianças por meio de músicas e da produção de sons durante as brincadeiras, além de oferecer brinquedos com temas sonoros e observar a reação delas.
Mas ATENÇÂO, o estímulo sonoro NÃO pode ser muito intenso, pois o som muito alto é prejudicial à audição.


                   

Texto e

laborado pela Fonoaudióloga Tatiana Paniz.

Se tiverem dúvidas podem mandar que a fono está a disposição para respondê-las.
E vocês, fizeram o teste da orelhinha do seu filho?
Já conheciam esse teste?

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