17.out.2017

Tire a chupeta da boca!!

Atualmente, muitas crianças estão desenvolvendo a fala mais tardiamente. Não podemos deixar de desconsiderar que estamos vivendo na era digital e que os eletrônicos fazem parte da nossa rotina. No entanto, não podemos nos deixar ser levados por eles e esquecer de interagir com o mundo que está a nossa volta…. principalmente se temos crianças ao nosso redor. Os eletrônicos, aliados a falta de tempo e a chupeta na boca são fatores importantes que podem estar impedindo as crianças de desenvolver todo seu potencial de linguagem. Portanto, diminua o tempo da criança nos eletrônicos e TIRE A CHUPETA DA BOCA.

bico_tiradaboca

Imagem daqui

Tenha tempo para se dedicar ao ENSINO DA LINGUAGEM a sua criança. Na faixa etária de 1 a 2 anos de idade, é esperado que:

1)      Fale cinco palavras diferentes (pode usar a mesma palavra para se referir a diferentes objetos);

2)      Pede “mais” (quando deseja continuar a receber uma bebida, por exemplo);

3)      Diz “acabou” (ou “cabô”);

4)      Obedece a três ordens diferentes, que não são acompanhadas de gestos indicativos;

5)      Consegue “dar” ou “mostrar”, quando solicitado;

6)      Aponta para 12 objetos conhecidos quando nomeados;

7)      Aponta para três a cinco figuras de um livro quando nomeadas;

8)      Aponta para três partes de seu corpo;

9)      Diz seu nome ou apelido, quando solicitado;

10)      Responde à pergunta “O que é isto?” com o nome do objeto;

11) Combina palavras e gestos para indicar seus desejos;

12)  Nomeia cinco outros membros da família incluindo animais domésticos;

13)  Nomeia quatro brinquedos;

14)  Produz sons de animais ou usa os sons para nomear animais (au-au, miau);

15)  Pede alimentos conhecidos pelo nome, quando mostrados (leite, bolacha);

16)  Faz perguntas variando a entonação da voz;

17)  Nomeia três partes do corpo em uma boneca ou outra pessoa;

18)  Responde a perguntas do tipo sim/não com respostas afirmativas ou negativas.

É importante ressaltar que são apontados comportamentos “esperados”, de acordo com literatura da área de desenvolvimento e que diferenças individuais podem ser detectadas. Não se tem o objetivo de “normatizar” as atitudes da criança, mas sim, sinalizar O QUE ELA JÁ É CAPAZ DE APRENDER. Assim, ao observar seu filho e verificar que ele não apresenta algum aspecto apontado, NÃO SE DESESPERE!! Utilize essas informações para ensinar e treinar novas habilidades!! E, na dúvida, procure um especialista!

 Até o próximo post, mamães!

Ana Paranzini é Psicóloga (CRP 08/09142), com Mestrado em Psicologia Clínica (PUCCAMP) e especialista em Orientação de Pais. Idealizadora do Programa on line ADEUS BIRRAS e do Programa on line de ORIENTAÇÃO DE PAIS – Quando eu mudo… meu filho se transforma, que já ajudou e está ajudando muitas famílias a educarem seus filhos de maneira efetiva e prazerosa.

Fonte: O Inventário Portage Operacionalizado: Intervenção com Famílias. Lúcia C. A. Williams e Ana Lúcia R. Aiello. Editora Memnon, 2001.

 

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