25.jul.2013

Trocas de sons na escrita: Disortografia

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Além do desenvolvimento da fala, nossos filhos passam pelo processo de aprendizagem da linguagem escrita, que nem sempre é tão fácil quanto possa parecer. Algumas vezes as crianças têm dificuldade em reconhecer letras e sons, fazendo algumas trocas, que se não receberem atenção necessária, podem evoluir para um problema maior. É o caso das Disortografias.

A disortografia é a troca de fonemas (sons) na escrita, junção ou separação indevida das palavras, confusão de sílabas, omissão de letras ou inversões, como as letras “espelhadas”. Além disso, a disortografia pode gerar dificuldades em perceber os sinais gráficos, como acentos, parágrafos e pontuação.

Quando a criança está com esta dificuldade, normalmente costuma apresentar desinteresse para a leitura e escrita ou atividades escolares, falta de organização com o material escolar, entre outros.

Até a segunda série é comum que as crianças façam mais “confusão” entre a linguagem oral e escrita, pois a relação entre sons e palavras ainda não está bem estabelecida. Porém, quando o número de erros apresentados pela criança é bastante significativo, é importante que ela seja encaminhada para avaliação de um profissional habilitado, como pedagogo, fonoaudiólogo ou psicopedagogo.

A maioria das crianças com disortografia apresenta um atraso no desenvolvimento da linguagem ou atraso global no desenvolvimento. É comum percebermos que as crianças que têm trocas na fala tendem a mostrá-las na escrita também. É o caso da dessonorizações como trocas de /t/ por /d/, /f/ por /v/ e assim por diante.

O fonoaudiólogo irá avaliar a criança, para que possa escolher os fonemas a serem trabalhados, de acordo com o seu nível de desenvolvimento. A partir daí, é elaborado um plano terapêutico onde são mostradas as diferenças entre os sons e os resultados que eles têm na escrita.

Em casa, os pais podem mostrar aos filhos as diferenças entre os sons através de jogos e brincadeiras, onde podem ser inseridas letras, para que a criança vá se familiarizando com a grafia e a forma como cada som se comporta na escrita ou vice- versa.

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Então é importante que assim que percebidas trocas na fala, a criança seja avaliada, para que uma dificuldade não se junte à outra, resultando em trocas na fala e escrita.

 

Abraço,

Taís Alves Batschauer

Fonoaudióloga

CRFª9309/RS

[email protected]

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