30.set.2015

Turistar ou Viajar?

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Eis a questão! E o debate acalorado se forma no momento em que as duas palavrinhas inocentes aparecem juntas. Há quem defenda que o Viajante é aquele que tem um olhar diferenciado, profundo, quase local sobre o destino em questão. Há também os que defendem que todos que saem da cidade onde vivem e fiquem por período finito em qualquer outro lugar são Turistas, independentes do “olhar” ou da forma com que se comportam.
Eu não sei vocês, mas esses rótulos me dão uma preguiça… fico aqui refletindo que raios de diferença faz para quem viaja, ser chamado de um ou de outro? Eu quero é estar lá, passeando, provando comidinhas, tirando centenas (ou milhares) de fotos e se quiserem me chamar de brega, turista ou o que for, sabe o que isso muda na minha viagem?
Exatamente! Nada. Zero. Coisa alguma. Imagina eu indo a Roma pela primeira vez e não jogando moedinha na Fontana di Trevi? Hello! Eu quero sim fazer tudo o que eu tenho direito, sem me preocupar com rótulos. Na verdade, eu quero é ter a liberdade de fazer o que dá prazer a mim e a minha família. Sempre digo às meninas que eu sou feliz comendo em restaurante chique e fazendo picnic no chão da pracinha mais singela e escondidinha de onde a gente estiver. É um estado de espírito, não tem a ver com o lugar.
Não quero restrições quanto aos locais que visito. Me preocupo, sim, com comportamentos inadequados, com falta de educação ou de respeito. Acho o fim pessoas que não respeitam o costume local e agem como se fossem reis ou rainhas em um reino que não é seu.
Por isso, sempre antes de visitar uma cidade ou um país diferente procuro saber sobre os costumes locais. Procuro pesquisar na internet e pedir informações a amigos, blogueiros, agentes de viagem que já tenham estado lá. Coisas simples que, às vezes, são muito mal vistas pelos locais e que acabam rotulando um país inteiro, por conta de seus visitantes mal informados ou mal-educados mesmo.
Querem exemplos? Então lá vai, baseados na minha experiência e em relatos que li por aí:
Foto 1 (5)
Na Europa:
Ao andar de escada rolante ou subir a escada, fique no lado direito caso esteja parado e libere o lado esquerdo para aquelas pessoas que tem pressa e continuam a subir ou descer. Vale para as esteiras nos aeroportos também.
– Palitar os dentes na Itália, pode. Na França e em outros países, nem pensar.
– Dividir a mesa com estranhos é bem comum.
– Você deve sempre iniciar uma conversa com um bom dia, boa tarde ou boa noite. Não fazer isso é considerado falta de educação. Palavras mágicas são obrigatórias: Obrigada, por favor, até logo, …
Foto 2 (6)

“Frutas grátis em supermercado americano, para crianças – UMA só, por criança”

Nos Estados Unidos:
Furar fila, passar no sinal vermelho, estacionar só um pouquinho em local proibido nem pensar. É falta grave.
Ao usar o banheiro, você deve jogar o papel higiênico dentro do vaso sanitário. Nem pensar em jogar no cesto de lixo, a não ser que esteja explicitamente escrito.
– Mentir é crime, mesmo que pareça uma mentirinha inocente, não minta.
– Falar alto ou chamar a atenção é considerado muito inadequado. Discrição, please.
– Tocar nas pessoas é considerado “invasão do espaço pessoal”. Nada de tapinhas nas costas ou beijinhos. Um aceno com a cabeça ou, no máximo, um aperto de mãos é de bom tom.
– No restaurante ao final da refeição mesmo se você não pedir, o atendente irá trazer a conta e é esperado que você pague logo. Mesmo que fique mais tempo no restaurante depois.
– Ainda no restaurante, mesmo que você chegue e encontre várias mesas vazias, espere até um atendente levá-los até a mesa.
No Oriente:
– Na China, escarrar é sinal de higiene e os chineses desconhecem filas. É um empurra-empurra generalizado. Ou seja, se você estiver visitando um museu na Europa e um chinês lhe empurrar, não se ofenda. Se quiser ficar mais tempo olhando a peça, permaneça onde está e, se for o caso, empurre-o levemente também. Civilizadamente, por favor!
– Na Índia, a mão esquerda é considerada impura, não deve ser tocada de jeito nenhum.
– Em muitos países orientais é comum o uso de latrinas (aqueles buracos no chão), sem o uso de vasos sanitários.
E por aí vai, a lista é interminável, mas a dica é quente. Procure informações sobre os locais e respeite as regras para se sentir, turista ou viajante, feliz e integrado com o destino. Se não encontrar informações ou não tiver tempo de procurar, observe, preste atenção e veja como as pessoas agem. Não custa nada e você vai se sentir um “local” turistando por ali.
novacolunista_Claudia

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