5.dez.2014

O que o Ultrassom pode ver?

Olá Gurias, hoje o papo é com as futuras mães, ou aquelas que estão pensando em repetir a dose. Vamos falar sobre as ultrassonografias do pré-natal. Para as que são novas por aqui, lá no seupediatra.com tem bastante coisa que poderá te ajudar nessa nova fase da vida. Clique aqui para curtir a FanPage e não perca as novidades.

Quando falamos em exames ou medicações durante a gestação a primeira coisa de devemos pensar é na segurança do bebê. E nesse quesito a ultrassonografia é ótima porque não tem risco nem para a mãe nem para o bebê.

Acho que toda mulher tem essa ideia bem clara, mas alguns pais ficam na dúvida e sempre perguntam: “Não faz mal para o bebê fazer tanto ultrassom?”

A ultrassonografia usa um som, “um barulhinho” que não é audível para os humanos, não tem radiação, por isso não prejudica o bebê. Pelo efeito de ECO, esse barulhinho volta para o aparelho que vê a imagem.

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Qual a Importância da Ultrassonografia no pré-natal?

É recomendado fazer pelo menos 3 ultrassonografias na gestação. E vamos ver aqui o que cada uma vai nos dizer.

 A primeira ultrassonografia é feita logo no início da gestação, no primeiro trimestre, quando descobrimos que estamos grávida.

Ele é tão pequeno ainda, dá pra ver alguma coisa? Pra quê serve?

Dá pra ver muita coisa. Mas o básico que esse ultrassom quer ver é:

* Se tem um bebê ali. Se, realmente, é só 1 ou se são gêmeos (imagina a surpresa que era quando não tinha ultrassom).

* se ele está no lugar certo (que é o útero). E se está tudo bem com o útero.

* qual a idade dele. O primeiro ultrassom é o que determina com mais precisão a idade gestacional.

Se você descobre que está grávida bem início, o médico pode optar por fazer esse ultrassom por via transvaginal, porque é muito início e o bebê ainda está formando. Entre 4 e 5 semanas de gestação dá pra ver o saco gestacional (que será a casa do bebê lá dentro), mas entre 5 e 6 semanas, já dá pra ver novo morador lá dentro, e é possível ver até o coraçãozinho dele batendo entre 6-7 semanas.

Se você demora um pouquinho para descobrir que está grávida, o que é comum, esse ultrassom será feito ao redor de 11-13 semanas. Pode fazer pela barriga mesmo, o bebê estará maiorzinho, e verá além de tudo o que falei acima, a Translucência Nucal (medida de uma dobra na nuca do bebê e vê o osso nasal), que diz se existe risco de algumas malformações genética, como a Síndrome de Down.

Não dá pra ter certeza do sexo do bebê, mas o médico pode dar uma “pista”.

A ultrassonografia do 2º trimestre, entre 20-24 semanas, é o famoso Ultrassom Morfológico, o mais detalhado. O que estão procurando no seu bebê?

Primeiro veremos se ele cresceu bem, vai medir o bebê, ver se a placenta e a quantidade de líquido está boa e o sexo do bebê. O principal é ver se o bebê está se formando direito, o coração, o cérebro, o intestino, se está tudo dentro do esperado. Se o médico suspeita de alguma alteração ele pode pedir uma Ultrassonografia mais específica, como o EcoCardiograma Fetal, para ver melhor o coração, por exemplo, ou ultrassom 3D para ver outras áreas. Hoje em dia, isso é superimportante, porque existem algumas alterações que podem ser operadas ainda dentro da barriga da mãe, e outras que quando feita o diagnóstico, os médicos podem atuar assim que o bebê nasce e evitar mais complicações.

O 3º Exame de Ultrassom poderá ser entre 32 de 36 semanas, e provavelmente será última. Depende do pedido do médico e se existe ou não riscos na gestação. É pra ver se o bebê continua bem, se está crescendo e se não tem nada atrapalhando ele. Vê também o estado da placenta, que vai mudando, a quantidade do líquido, e o cordão umbilical. Pode ver também a posição do bebê, se ele já está “espiando a fechadura” para sair.

No mínimo duas ultrassonagrafias você irá fazer. E a Morfológica é a principal, porque pode ajudar a fazer diagnósticos que poderão ajudar a evitar complicações e sequelas no bebê.

Se é um exame que não traz risco para o bebê, não existe motivo para não fazê-lo. Pelo contrário, lute pelo seu direito e vá atrás da saúde do seu filho.

Reflexões (ATENÇÃO CONTÉM OPINIÃO PESSOAL):

Prefiro avisar, porque tem gente que vai concordar e tem gente que pode discordar. E, por isso, é apenas uma opinião pessoal.

O ultrassom 3D é uma remontagem das imagens captadas em 2D, para dar uma ”ideia” e o 4D é isso só que em movimento. Eu não acho muito parecido com o bebê, e gosto mais da ideia de imaginar o rostinho dele, e ver no dia do nascimento. Mas é claro que se você tem dinheiro para gastar, e quer guardar essa lembrança, não tem problema nenhum fazê-lo.

E outra coisa que eu ainda não entendo bem é a Translucência Nucal. Se a Translucência Nucal vem alterada, o médico discutirá se deve ser feito uma biópsia do vilo corial ou coletar um pouquinho do líquido amniótico para realizar outros exames que façam o diagnóstico de uma síndrome genética para a qual ainda não existe tratamento. A biópsia tem um risco para o bebê, pequeno mas que existe. Esse risco será discutido com a mãe para que ela decida ou não fazer o exame.

Eu sou pediatra, não realizo ultrassonografia, mas vejo muitas mães falando que tiveram o exame de translucência nucal alterado, sofreram horrores durante a gestação e o bebê nasceu sem nenhuma malformação.

No Brasil o aborto não é permitido, e ainda que fosse, prefiro acreditar que você não abortaria seu bebê. Então, se não é um exame que dá 100% de certeza, será que vale a pena fazer algumas mães sofrerem toda a gestação com essa dúvida?

É claro que se a mãe decide fazer a biópsia, ela terá certeza se o bebê tem Síndrome de Down ou não. Se ele tiver, ela consegue se preparar psicologicamente para receber esse bebê especial. E se ele não tiver, ela continua tranquila durante a gestação. Ainda não sei se para o relacionamento da mãe com o bebê é bom saber antes ou não. Cada um tem uma opinião. Qual é a sua?

Tente não pensar muito nessas coisas durante a gestação e curtir ao máximo essa fase.

Beijos,

Dra. Fernanda Freire 

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