18.jul.2011

Você é o que você come…

Você é o que você come, já diz o ditado indiano. Somos o resultado da nossa alimentação, tanto na escolha balanceada da nossa dieta, quanto a procedência do alimento que ingerimos. Os seres humanos são onívoros, ou seja, se alimentam de diversas fontes animais e vegetais, esta escolha nos fez evoluir como seres pensantes ao longo do tempo, pois a combinação de proteína e vegetais ricos em ferro é fundamental para o desenvolvimento cerebral.

Infelizmente nós, humanos, estamos evoluindo para uma “segurança alimentar” (produção global de alimentos capaz de suprir a demanda da população) a qualquer custo. Esse custo não é finaceiro, muito antes pelo contrário, pois as multinacionais instaladas no Brasil têm aumentado o seu faturamento graças a expansão da produção nacional ano após ano (o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos em volume do mundo), o custo é na qualidade ambiental da produção e da qualidade final do alimento, que apresenta em diversas amostras analisadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) traços de agrotóxicos não permitidos para determinadas culturas ou quantidade acima do determinado pela agência reguladora.

Apenas para citar alguns exemplos mais tradicionais na mesa do brasileiro temos como exemplo de vegetais, na sua maioria os ingeridos de forma crua como , o tomate, a cenoura, o pepino, o pimentão e a batata e frutas como o morango (principalmente) e a maçã. Alguns destes alimentos apresentam agrotóxicos que não são permitidos no Brasil, embora a permissividade nacional quanto ao uso de “defensivos agrícolas” seja perturbadoramente alta. Alguns dos principais agroqímicos utilizados aqui são proibidos em outros países como o metamidofós e mais recentemente o endossulfan, que pelo que parece será proibido no Brasil em breve.

Os agrotóxicos trazem diversos males a saúde humana. Logicamente cada princípio ativo gera um dano diferente. As pessoas que mais sofrem com os malefícios (ainda não compreendidos totalmente) deste uso são os próprios trabalhadores no campo que têm apresentado sintomas pontuais de náuseas, dores de cabeça até a formação de câncer, principalmente de pulmão pela inalação do produto. Estudos mostram que a ingestão pela água de agrotóxicos de alta permanência no meio ambiente pode causar inclusive malformação congênita na gestação.

Mas qual seria a saída para a população urbana que depende do meio rural para se alimentar? Para ser sincero a saída seria produzirmos nosso próprio alimento. Como isto é impossível para a grande maioria de nós, apostar na alimentação orgânica é o que parece mais ao alcance.Sabendo que o alimento orgânico tem um custo mais elevado que os produzidos em larga escala, deveríamos substituir na nossa dieta principalmente os alimentos ingeridos crus, e os de “casca fina”, tais como tomate, pimentão, maça, morango, e uva, por exemplo.

O texto foi escrito pelo marido, que é biólogo e trabalha com sustentabilidade ambiental , e compartilhará informações conosco aqui no blog.
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