23.out.2017

Você sabe o que é o Transtorno do Espectro Autista?

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Imagem daqui!

O Autismo pode ser considerado um NOME dado a um conjunto de comportamentos exibidos por uma criança. Esse conjunto de comportamentos envolve EXCESSOS ou DÉFICITS COMPORTAMENTAIS IMPORTANTES dentro do desenvolvimento da comunicação e interação social. Atualmente, o termo mais usado tem sido o Transtorno do Espectro Autista (a sigla TEA). Essa nomenclatura foi adotada pelos pesquisadores e profissionais da área com o intuito de sinalizar que as crianças podem ter diferentes graus de comprometimento, desde mais leve a mais grave. Isso significa que os indivíduos podem se “movimentar” dentro do Espectro Autista, a depender das condições de tratamento e os esforços realizados dentro do contexto familiar e escolar.

Ao diagnosticarem uma criança como “Autista”, os profissionais estão atentos aos seguintes comportamentos:

  1. Déficits persistentes na interação e comunicação social em vários contextos, como na família, na escola, no playground e em locais públicos, por exemplo. A criança pode apresentar pouca ou nenhuma linguagem expressiva (fala) ou receptiva (compreender o que os outros estão lhe dizendo); dificuldades na compreensão e expressão de comunicação não verbal, como pouco ou nenhum contato visual, falta de reconhecimento de linguagem corporal, ausência de uso de gestos e expressões faciais;
  2. Em interações e habilidades sociais a criança pode evitar o contato social, apresenta dificuldade em estabelecer uma conversa normal – observa-se falta de habilidade de iniciar ou manter uma interação com os pares da mesma idade ou adultos, compartilhando pouco ou quase nada sobre seus interesses, emoções e afeto;
  3.     No brincar, se deixado por conta da criança, podem não brincar ou explorar brinquedos da mesma maneira que uma criança com a mesma idade faria (por exemplo: empilha blocos de forma repetitiva, brinca com as rodas do carrinho);
  4.   Geralmente não demonstram o brincar de forma imaginativa e de maneira lúdica, podendo não compreender e não se interessar por este tipo de atividade;
  5. Apresentam também padrões restritos e repetitivos de comportamentos e interesses específicos;
  6. Podem engajar-se em comportamentos de auto-estimulação – podendo usar seu corpo como um todo (balançar as mãos, pular, girar em círculos) ou outros brinquedos de forma incomum (não assistir vídeos inteiros, voltando repetitivamente partes do vídeo, por exemplo).

Ao observar os comportamentos citados acima, é possível entender como a percepção de uma criança autista é muito diferente de outras crianças. É como chegar a um lugar onde todos falam um idioma e agem de uma forma, e você não sabe a linguagem deles e quais seriam os “padrões sociais” que deveriam ser seguidos. Imagine-se nessa situação… É bem provável que você ficaria perdido e poderia ter alguns comportamentos que as pessoas desse local iriam estranhar.

O TEA tem tratamento e mudanças essenciais podem ser observadas com a estimulação adequada e sistematizada. Na dúvida, procure um especialista.

Abraço

MAICON DOUGLAS FERREIRA DE ALMEIDA (Psicólogo CRP 08/24365). Formado em Psicologia pela PUC-PR e cursando Especialização em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), na mesma instituição. Contato: [email protected]

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